Resultado de estudo conjunto com o IDC aponta que, cada vez mais as empresas estão adotando nuvem para atingir o valor de negócio mensurável e transformador.

Faça a disrupção ou seja uma vítima dela. Esse é o mantra das organizações de TI e nos conselhos de administração das grandes empresas em todo o mundo.

Assim Nick Earle, vice-presidente global de Cloud da Cisco, abre o texto publicado no blog da empresa em que comenta os resultados do estudo “Don’t Get Left Behind: The Business Benefits of Achieving Greater Cloud Adoption”, realizado pela IDC para a Cisco.

Segundo Earle, o estudo projeta que a ruptura digital irá afetar cerca de 40 por cento das empresas dominantes em cada um dos 12 setores estudados dentro dos próximos cinco anos. Os vencedores serão as empresas com capacidade para inovar mais rápido que as suas concorrentes. E elas estão contando com a nuvem (privada, pública ou híbrida) para realizar esse feito.

De acordo com o relatório, cerca de quatro em cada 10 organizações já adotaram serviços de nuvem pública ou privada.

Até agora, o principal objetivo da adoção do modelo de Cloud Computing tem sido a de aumentar a eficiência e reduzir os custos. Mas uma “segunda onda” de adoção da nuvem está emergindo. Agora, as empresas estão adotando nuvem para atingir o valor de negócio mensurável e transformador: 54% esperam que a nuvem – pública, privada, e cada vez mais híbrida – permitam alocar orçamento de TI de forma mais estratégica; e 53% acreditam que a nuvem irá ajudar a aumentar as suas receitas.

Em resumo, esses adopters da segunda onda espera que a nuvem os torne mais rápidos, mais inovadores e mais disruptivos.

Mas têm um longo caminho a percorrer.

Falta maturidade 
Ainda segundo o estudo, apesar de quase seis em cada 10 organizações (57%) já fazer uso de cloud ou a planejar implementá-la em alguma das suas formas nos próximos meses, apenas 25% alcançou um certo nível de maturidade e apenas uma em cada 100 tem uma estratégia otimizada. Outras 32% carecem de qualquer estratégia.

Segundo Cisco e IDC, as vantagens no uso de cloud aumentam à medida que se passa por todas as etapas de adoção: “ad hoc”, oportunista, reproduzível, gerida e otimizada. Por exemplo, passar do nível de menor maturidade (“ad hoc”) ao de maior maturidade (otimizado) permitirá aumentar as receitas em 10,4%, reduzir os custos em 77%, acelerar o aprovisionamento de serviços e aplicações em 99% e duplicar a capacidade de investimento em novos projetos para impulsionar a inovação.

Earle advoga que não é demasiado tarde para otimizar sua estratégia de nuvem. “É hora de dar o próximo passo”, afirma ele. Isso significa responder a perguntas fundamentais: Como saber quais cargas de trabalho colocar em quais recursos? Como mover uma carga de trabalho específica para a nuvem vai afetar custo, escalabilidade, segurança e governança de dados? Quando se deve usar nuvem pública em vez de recursos dedicados ou privados?

As respostas são diferentes para cada negócio.

“Nós todos sabemos que em nuvem é uma disrupção significativa para o modelo de TI clássico. Mas quando os CIOs abraçam um modelo de provisionamento de serviços de TI diversificado que inclui nuvem, reforçam o papel central da TI como motor para a geração de novas receitas, disrupção do mercado, e inovação para o negócio. O negócio se torna disruptivo, não o interromperam”, afirma Earle.

Outros resultados
Segundo os resultados do estudo, a cloud privada é adotada com mais frequência do que a pública: 44% dos inquiridos já utiliza ou tem prevista a utilização da cloud privada, face a 37% que já utiliza a cloud pública. A cloud privada e a utilização do software de código aberto (como o OpenStack) é associada a maior valor de negócio e a melhores resultados empresariais.

A a utilização de cloud híbrida também está crescendo: 64% das organizações consultadas fazem uso, quer em aplicações de mobilidade (48%) ou na combinação de recursos de TI públicos/privados (50%).

Sete em cada 10 organizações pretendem migrar dados entre clouds públicas e privadas (ou entre múltiplos fornecedores de cloud) para o qual se exigem funcionalidades avançadas de segurança e controle.

O estudo revelou ainda que as empresas que aumentam sua maturidade de nuvem do nível mais baixo – ad hoc – para os mais altos de nuvem otimizada, apresentam os seguintes resultados:

·         10,4% de aumento nas receitas;

·         77% de redução dos custos de TI

·         99% de diminuição no tempo de prestação de serviços e aplicações de TI

·         72% maior capacidade do departamento de TI em atender ao nível de serviço (SLAs)

·         Capacidade duplicada de investimento em novos projetos para impulsionar a inovação.

O estudo também quantificou os benefícios econômicos identificados nas empresas que adotaram nuvens mais “maduras”*. As empresas analisadas apresentam em média US$ 1,6 milhão em receitas adicionais por aplicação implementada em nuvem privada ou pública. Essas empresas também registraram redução de custos de US$ 1,2 milhão por aplicação baseada na nuvem.

Os aumentos de receita resultaram, em grande parte, das vendas de novos produtos e serviços, aquisição de novos clientes ou expansão das vendas para novos mercados. As empresas atribuíram os ganhos de receita à transferência de recursos de TI – de atividades tradicionais de manutenção de TI para iniciativas novas, mais estratégicas e inovadoras.

A redução de custos operacionais associados à nuvem é proveniente das vantagens de operação em um ambiente com maior poder de escala, confiabilidade e desempenho. Essas vantagens incluem maior agilidade, maior produtividade dos funcionários, mitigação de riscos, redução de custos de infraestrutura e benefícios de código aberto.

Fonte: Cio


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