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Trabalhar com o desenvolvimento de apps sem colocar a experiência do usuário em primeiro plano é como já zarpar do porto com um buraco no navio. Sua solução chega defasada ao mercado, precisará viver de remendos e com ciclos muito demorados de iteração para se adaptar ao que o público quer e ao que a concorrência oferece.

Por isso, achamos importante conversar mais sobre o panorama da UX em um ambiente de TI. Como se preparar para os obstáculos deste percurso e quais são as perspectivas para a área de quem quer sair na frente em novas formas de encantar o público? Vamos começar a responder estas perguntas?

Um novo olhar para a experiência do usuário

Quando se fala em experiência do usuário, é comum que se pense apenas na questão prática do que o termo define: aplicativos fáceis de usar, com desempenho ótimo e agradáveis visualmente.

Claro, todos estes elementos compõem uma UX, mas nem sempre abordá-la de forma tão pragmática vai trazer a resposta emocional que você espera do seu público.

A boa experiência em um app é aquela que surpreende, supera expectativas. É aquela que recompensa o usuário e dá sempre uma vontade de abrir para mais uma mexida, usar mais uma vez o serviço.

Por que não, então, olhar a UX por este outro lado? Por que não pensar em como um app pode encantar o usuário e, só então, buscar nos elementos de desenvolvimento a forma de executar este planejamento?

A experiência do usuário e seus desafios

Se quisermos que você pense desta forma mais abrangente sobre a experiência do usuário, precisamos de uma visão igualmente ampla sobre seus desafios e suas oportunidades.

Para começar, veja os obstáculos deste trabalho que devem preocupar empresas que se importam de verdade com a UX em apps:

Exigência do público

É muito comum acompanhar cases de aplicativos que perdem a relevância em questão de um ano ou até meses. Podemos exemplificar com o Snapchat, embora ele não possa nem de longe ser considerado um fracasso.

Uma boa ideia e uma boa implementação de experiência fizeram a rede social explodir tanto em número de instalações quanto em frequência de uso.

Porém, rapidamente, outros grandes players do mercado começaram a oferecer serviços semelhantes, com uma UX mais polida, maior integração e facilidade de uso. O resultado? Depois de liderar sozinho o mercado, o aplicativo perdeu muito de sua força por não conseguir responder às mudanças de demanda.

Este é o seu principal desafio. Experiência tem a ver com conexão emocional, um conceito subjetivo e difícil de reproduzir. A única forma de se manter relevante é se antecipar, conhecendo seu público e estando sempre em busca de formas de transformar e iterar o app para atender a tendências emergentes.

E se você trabalha desenvolvendo para clientes que não são os finais, que usarão o que sua empresa desenvolveu como modelo de negócio, este ainda é um trabalho de convencimento e conscientização. Você precisa passar para eles esta noção global de UX.

Navegação amigável

Independente da ideia que sua equipe tenha para um aplicativo disruptivo, ela não vai funcionar se não for bem traduzida para a realidade. É por isso que se trabalha tanto com prototipação e teste de usabilidade quando se desenvolve um app.

Esta ponte entre subjetivo e objetivo é um desafio central deste processo. Por isso, é interessante contar com plataformas de desenvolvimento especializadas. Elas facilitam a parte prática e liberam o tempo e os esforços do time para a concepção de uma boa ideia, garantindo navegação satisfatória em qualquer cenário.

Personalização

O grande segredo dos aplicativos de sucesso é desenvolver para todos, como se estivesse desenvolvendo para cada um. Este equilíbrio entre universalidade de acesso e personalização na navegação precisa estar na sua mente o tempo todo, desde a concepção.

Para conseguir tal conexão emocional com o usuário, ele precisa se sentir especial. Isso se atinge personalizando e humanizando a interação.

Esta é uma balança desafiadora, mas é daqueles desafios que intrigam e incentivam o profissional. Tudo por aquele momento único, no qual os clientes que encomendaram o app ou o público final o abrem, navegam e pensam: “é exatamente o que eu precisava, foi feito pensando em mim”.

As perspectivas presentes e futuras para a UX em apps

Existem inúmeras maneiras de enxergar estes desafios que citamos como oportunidades de atingir nichos de mercado e oferecer aplicativos realmente inovadores.

Para reforçar este ponto, vamos terminar apresentando alguma perspectiva sobre o que modela o futuro deste tipo de desenvolvimento. Veja algumas tendências gerais que podem ser aplicadas em qualquer situação para aprimorar seu aplicativo e encantar o cliente:

Experiência como identidade de marca

Quando se pensa em um app de cartão de crédito, o Nubank vem imediatamente à mente dos brasileiros. Junto da marca, vem a cor, o símbolo, o layout, a comunicação direta, a simplicidade.

Já parou para pensar nisso? O Nubank faz poucas propagandas tradicionais, não possui estabelecimentos físicos, mas mesmo assim a sua identidade visual é muito forte.

Isso é resultado de uma UX pensada em reforçar a instituição. Como os aplicativos estão se tornando fundamentais para a estratégia de qualquer negócio, esta preocupação em aliar uma boa experiência à conexão com a marca é fundamental para criar um “efeito de halo”.

Este efeito acontece quando as virtudes de um app bem desenhado se tornam virtudes da própria empresa. Que tal usar este conceito para convencer seu cliente na próxima reunião?

Simplicidade e objetividade

Queremos reforçar o ponto que comentamos acima: simplicidade e objetividade são pilares de uma boa UX. O Uber não se tornou uma referência à toa: sua grande sacada foi simplificar um serviço até sua forma mais essencial.

Esta é uma tendência para todos os negócios que utilizarão apps no futuro. O usuário quer uma ferramenta para ganhar tempo, ganhar vantagens e ganhar experiências. É pensando nisso que você vai começar a desenvolver com mais foco no cliente.

Mobile first, mobile always

A transição do acesso a produtos e serviços online do desktop para o mobile está sendo rápida e irreversível. Por isso, a ideia de mobile first, com o desenvolvimento de UX voltada para esta plataforma, talvez já não seja mais suficiente.

É como citamos no exemplo do Nubank. Hoje, um aplicativo é capaz de se tornar a identidade da empresa. Num país como o Brasil, em que existem mais de 1 celular por habitante, é cada vez mais provável que este seja o único contato entre uma empresa e seu público.

Por isso, é tão importante convencer clientes de planejar e investir em UX. Uma boa experiência do usuário em mobile pode se transformar na principal percepção que o cliente tem de uma marca.

Neste sentido, o futuro é voltado para o uso de objetividade no subjetivo: aplicar o seu conhecimento em desenvolvimento para criar uma identidade única, uma voz para a empresa e uma conexão emocional difícil de ser quebrada.

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