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A manutenção de software é um processo que faz parte do ciclo de qualquer projeto de desenvolvimento de programas. Ele pode ser feito com vários propósitos (otimização, ajustes, requisições do cliente etc.) e ocorre após a entrega do produto ou, às vezes, durante a sua concepção.

Outro fator importante é que a manutenção de software não tem data prévia para se encerrar. Cabe frisar que tudo depende do contrato firmado com o cliente, mas, em termos gerais, a equipe é incumbida de realizar o procedimento enquanto o software estiver em uso ou obsoleto.

Contudo, a necessidade de atualizações varia conforme o propósito e o modo como o programa é desenvolvido. Por exemplo, um software consistente, com as funções relativamente simples e bem definidas, raramente passa por manutenção. O mesmo não ocorre quando se trata de uma solução mais complexa.

Para ficar bem inteirado quanto aos tipos de manutenção de software existentes, às principais técnicas utilizadas e à importância dessa prática para as empresas de desenvolvimento de software, é só continuar a leitura do conteúdo!

Quais são os tipos de manutenção de software existentes?

Como dissemos no início do artigo, existem diferentes propósitos para se atualizar um sistema de software e, diferentemente do que muito se pensa, o processo não serve apenas para fazer correções no produto. Abaixo, explicamos quais são os três tipos de manutenção que podem ser aplicados.

Adaptativa

Modificações adaptativas são necessárias quando o software tem de cumprir novos requisitos. Esses requisitos são decorrentes de mudanças no ambiente em que o programa é executado, do surgimento de ameaças cibernéticas e de leis ou normas técnicas nas quais ele se enquadra, por exemplo.

Este último cenário nos ilustra muito bem o conceito de manutenção adaptativa. Nas instituições financeiras que atuam junto ao Banco Central do Brasil, foi criada, em 2018, a Resolução Bacen 4658, que estabelece políticas e padrões de segurança. Logo, podemos imaginar a quantidade de sistemas que receberam atualizações adaptativas nesse sentido.

Corretiva

Bastante comum em todos os tipos de software, a manutenção corretiva tem a clara finalidade de promover correções em bugs ou qualquer elemento do código que não esteja funcionando de maneira satisfatória. São falhas existentes desde as primeiras etapas de engenharia e que, por motivos diversos, só foram identificadas após a entrega.

Como as correções englobam problemas de qualquer nível de complexidade, a manutenção pode significar um botão que não funciona ou uma grave brecha de segurança que vulnerabiliza por completo o ambiente computacional, sujeitando o cliente a sofrer ataques de ransomware, DdoS (Distributed Denial of Service) etc.

Entre os principais sistemas operacionais, por exemplo, o Debian (distribuição baseada em Linux) se caracteriza pela alta estabilidade. Ele recebe pouquíssimas atualizações em comparação ao Windows 10, que é instável (portanto mais suscetível a falhas) e muito visado por invasores.

Evolutiva

A manutenção evolutiva, por sua vez, é executada com propósitos de adicionar funcionalidades e otimizações em razão de solicitações do cliente — ou, até mesmo, por fatores de mercado, como o surgimento de uma solução concorrente que “obriga” os demais fabricantes a deixarem a zona de conforto.

Hoje em dia, por conta do avanço tecnológico e das consequentes inovações, atualizações evolutivas ocorrem constantemente. Um ótimo exemplo disso é a implantação de Inteligência Artificial em programas voltados a vários setores da indústria.

Quais são as principais técnicas?

Uma série de técnicas são usadas para se fazer a manutenção de software. Tamanha variedade de métodos é útil, pois expande as possibilidades do profissional na hora de solucionar um problema. Abaixo, elencamos seis delas para você!

Codificação

Existem requisitos que determinam a qualidade de um código de programação. O principal deles é a legibilidade: um código-fonte legível e fácil de compreender faz toda a diferença para a manutenção de software.

Para isso, os desenvolvedores devem adotar algumas práticas simples, como a inserção de comentários e nomeação de funções intuitivas, ou seja, o mais distante possível do enigmático, pois o trabalho deve ser compreensível para toda a equipe.

Versionamento

O versionamento consiste na documentação das modificações implantadas em cada entrega. Sempre que um software é atualizado e o usuário recebe uma notificação do evento, os desenvolvedores disponibilizam informações relativas às melhorias, já percebeu?

Essas informações, muitas das vezes técnicas, são cruciais para recuperar as versões anteriores caso a atualização surta efeitos negativos. Por exemplo, se a última versão do software gera brechas de segurança, o versionamento permite a recuperação imediata e também é útil na investigação do problema.

Engenharia Reversa

A engenharia reversa é uma técnica de manutenção a ser adotada quando a equipe de programadores não consegue identificar os processos envolvidos no software em questão. É como desmontar um mecanismo, estudar cada componente e remontá-lo passo a passo, porém utilizando elementos intangíveis.

Para isso, utiliza-se uma ferramenta específica para engenharia reversa, a fim de coletar o código-fonte e apresentá-lo ao desenvolvedor de maneira estruturada. Em seguida, é feita a análise do código e a aplicação de métodos próprios para a atividade, como data flow, control flow, data dictionaries, test path, entre outros.

Status Reporting

Por sua vez, o Status Reporting é uma prática que se resume a documentar detalhes de quem está contribuindo com o projeto e o panorama dos planos, do progresso e dos problemas que a equipe está enfrentando. O processo pode ser feito em frequência semanal ou, até mesmo, diária — neste caso, o relatório é mais sucinto, concentrado nos trabalhos mais relevantes de cada colaborador.

Por que a manutenção de software é tão importante?

A manutenção de software é uma prática essencial em vários aspectos. Primeiramente, ela só agrega qualidade ao produto e, em muitos casos, é a partir dela que novas funcionalidades são acrescentadas. Além disso, a manutenção é um processo contínuo e, portanto, garante a estabilidade do programa em longo prazo.

Todavia, a manutenção de software não é um processo fácil e está sujeita a problemas, como falta de controle de versões e mudanças prévias, documentação mal elaborada e modificações no código prejudiciais. Considerando essas questões, contar com o auxílio especializado é uma via interessante.

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