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Atualizado em 29 de junho de 2021 por

O PaaS veio para ficar por ser uma solução capaz de resolver diversas situações tanto do lado do desenvolvimento de aplicações como do usuário.

Você já sabe o que é PaaS? A Cloud Computing (computação em nuvem) revolucionou a forma como empresas do mundo todo se relacionam com a tecnologia. Não é diferente nos processos de desenvolvimento de software, que agora podem ser amparados por uma plataforma na nuvem (mais precisamente denominada Platform as a Service — PaaS), utilizando recursos virtuais.

Neste artigo, você vai entender exatamente o que é PaaS, por que esse tipo de recurso vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de desenvolvimento de aplicações tecnológicas e com quais vantagens poderá contar ao adotá-lo. Confira!

O que é Platform as a Service?

Cloud Computing surge como um divisor de águas no desenvolvimento de softwares. Mas, o que isso significa? Formalmente, podemos nos apoiar na definição da Gartner, maior empresa de pesquisa em tecnologia do mundo, para explicar o que é PaaS.

Para a Gartner, a oferta de plataforma como serviço (PaaS) é “geralmente descrita em diagramas de toda a nuvem entre a camada SaaS, acima, e a camada IaaS abaixo”, oferecendo “uma ampla coleção de serviços de infraestrutura de aplicativos (middleware), incluindo plataforma de aplicativos, integração, gerenciamento de processos de negócios e serviços de banco de dados”.

Mas é possível simplificar esse conceito. Chamado comumente de “plataforma na nuvem”, o PaaS é um sistema de oferta de Cloud Computing por meio do qual um provedor de serviços entrega uma plataforma a seus clientes, permitindo que eles desenvolvam, executem e administrem aplicativos de negócios, sem a necessidade de construir e manter uma infraestrutura própria.

Assim como acontece com outras atividades na nuvem, como as relacionadas à infraestrutura como serviço (IaaS) e ao software como serviço (SaaS), o PaaS é oferecido por meio de uma infraestrutura hospedada na nuvem por um provedor de serviços. Os usuários normalmente acessam as ofertas PaaS por meio de um navegador da web.

PaaS como tendência no desenvolvimento de softwares

Com as facilidades trazidas pela Cloud Computing, cresce o número de empresas que optam por utilizar uma plataforma na nuvem para modernizar seus processos de desenvolvimento de softwares.

O movimento em torno das plataformas como serviço (PaaS) aumentou tanto que a Gartner prevê que elas venham a ser responsáveis por movimentar, em 2020, mais de 14,7 milhões de dólares.

McKinsey apurou que cerca de 20% dos líderes de médias e grandes empresas em todo o mundo devem migrar seus projetos de desenvolvimento para o modelo PaaS nos próximos anos. Essa é uma tendência percebida também no Brasil, que é hoje o principal hub tecnológico da América Latina (com 45% da demanda regional) e o país que mais se adapta à transformação digital, segundo a consultoria IDC.

É redundante falar em tendência quando se está discutindo plataforma na nuvem. Isso porque, em pouco tempo, a Cloud Computing deverá ser o único sinônimo de computação existente. Ou seja, em um futuro próximo, todo e qualquer projeto de desenvolvimento deve também ser realizado em ambientes PaaS.

Quais os tipos de PaaS?

Essa solução pode ser contratada de três formas: pública, privada e híbrida. Confira cada uma desses tipos nas subseções a seguir.

Público

Esse é o tipo mais comum de PaaS. Ocorre quando a empresa resolve terceirizar serviços a um provedor externo, que conta com profissionais especializados. Dessa forma, ela passa a concentrar suas atividades naquilo que é mais estratégico e que agrega valor ao negócio, enquanto a parte de TI é gerenciada por outra empresa.

Em um PaaS público, a empresa opta por abrir mão da sua infraestrutura física de servidores e equipamentos de hardware. Para várias companhias de pequeno e médio porte, esse é um custo que pode se tornar proibitivo.

Além disso, a terceirização implica o aumento da proteção e segurança dos dados corporativos, uma vez que os profissionais da empresa contratada são especializados em técnicas e boas práticas que evitam de as informações da companhia serem extraviadas ou acessados por cibercriminosos. Na PaaS pública, a empresa terceirizada gerencia os dados de várias companhias ao mesmo tempo.

Privado

Quando a empresa já tem um grande volume de operações, pode não ser tão vantajoso contratar um PaaS público. Para ter um controle integral sobre os dados sigilosos e sensíveis da organização, ela pode usar toda uma infraestrutura própria, o que configura um PaaS privado.

Híbrido

O PaaS híbrido consiste em unir os dois tipos que foram citados há pouco. O uso vai depender bastante das necessidades e particularidades do negócio, cabendo aos gestores levantar informações internas que possam auxiliá-lo nessa tomada de decisão.

Qual a relação entre PaaS, DevOps e OpenShift?

Antes de mencionar essa relação, é importante falar resumidamente sobre os conceitos de DevOps e OpenShift. O primeiro é um termo da engenharia de software que consiste em integrar os profissionais de desenvolvimento com aqueles que usarão os sistemas construídos, ou seja, os administradores.

Essa abordagem é também caracterizada pelo desenvolvimento ágil, que preza, entre outras coisas, pela maior comunicação e colaboração interna, bem como pela entrega contínua de funcionalidades aos clientes, o que implica melhor qualidade do produto final e maior satisfação de quem for utilizar a solução.

O OpenShift, por sua vez, consiste em uma plataforma responsável pela organização de contêineres Linux e Kubernetes. Por meio dessa ferramenta open source, o gerenciamento da aplicação se torna mais fácil, visto também que a interface da plataforma é bastante intuitiva. Assim como o DevOps, o OpenShift é caracterizado por aspectos de metodologias ágeis como a integração e a entrega contínuas.

Quando se adota um PaaS, a abordagem DevOps é uma consequência imediata. Em outras palavras, ambos contribuem para uma maior agilidade no desenvolvimento de aplicações e qualidade do produto final.

O OpenShift é uma ferramenta usada no DevOps, em virtude também de o seu funcionamento ser baseado nos chamados microsserviços, que são responsáveis por fornecer funcionalidades a uma aplicação de forma bastante customizada.

Portanto, o uso conjunto dos três fornece meios de as aplicações serem desenvolvidas de forma ágil, com rotinas automatizadas, integração e entrega contínuas. Dessa forma, reduz-se bastante o tempo necessário para se criar uma aplicação, além de contribuir na qualidade do produto final.

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Quais são as principais vantagens do uso de PaaS?

Mas, apesar de tudo o que já escrevemos neste post, você deve estar se perguntando de que forma sua empresa se beneficiaria adotando uma plataforma na nuvem.

As vantagens são inúmeras e vão desde o ganho de produtividade até a redução de custos, passando por escalabilidade. Confira os benefícios de adotar o PaaS!

Início imediato

No modelo PaaS, a ferramenta de desenvolvimento já existe e está disponível para uso imediato. Isso oferece um ganho em velocidade, levando em conta que não é preciso desenvolver o ambiente com toda a sua complexidade técnica. É realmente só “sentar e desenvolver”.

Padronização dos processos

Também existe um ganho em padronização, já que todos estão trabalhando do mesmo jeito e com a mesma ferramenta. Sendo assim, se você tem uma equipe de desenvolvimento grande, isso é uma vantagem significativa.

Foco no desenvolvimento

Um profissional de desenvolvimento dedica grande parte do seu tempo a instalar programas e montar ambientes, entre outras atividades. Tradicionalmente, gasta-se muito tempo com tarefas que não são de desenvolvimento do código em si.

Isso muda totalmente quando o time conta com uma plataforma na nuvem. Sem as preocupações iniciais, o foco recai totalmente no desenvolvimento, permitindo que a atividade seja cumprida com mais dedicação, o que proporciona mais tempo livre para inovação.

Melhor rendimento do time

Esse aspecto está diretamente relacionado aos dois anteriores. No modelo PaaS, como tudo já está pronto e o desenvolvedor consegue focar no desenvolvimento, ele rende muito mais durante o período de trabalho.

Se ampliarmos isso para a equipe toda, a empresa tem um ganho performático realmente considerável. Dessa forma, é possível entregar mais rapidamente seus projetos, garantindo inclusive que prazos e orçamentos sejam respeitados.

Melhoria da escalabilidade

Se a aplicação que está sendo desenvolvida é destinada a atingir um público grande, uma plataforma do tipo PaaS tem grande utilidade. Visto que é mais elástica, trabalhar no esquema de nuvem ajuda a segurar a carga de pessoas conectadas. E se a aplicação precisar rodar em um servidor, o PaaS dá estabilidade e está preparado para isso.

Mais controle de atividades e tempo de resposta

Com o PaaS, existe um controle muito maior de ações e atividades, pois ele oferece vários serviços. Muitos deles ajudam justamente a acompanhar o tempo de resposta das ações, monitorar se tudo está funcionando como deveria ou identificar se existe alguma falha.

Mais controle de custos e consequente redução nos gastos

No modelo tradicional, muitos desses serviços oferecidos pelo sistema PaaS precisam de um servidor, um software e pelo menos um profissional para acompanhar e controlar o que está sendo feito. Assim, a economia com manutenção é um grande diferencial do PaaS.

Desenvolvimento de APIs

Os ambientes PaaS facilitam a criação, a hospedagem e a gestão dos softwares das empresas. Com isso, ganha-se mais autonomia técnica e escalabilidade. Desse modo, o gerenciamento de grandes volumes de dados se torna menos complexo. Inclusive, essa lógica também se aplica aos sistemas hospedados na rede via dispositivos mobile.

Toda essa integração facilita o desenvolvimento de novas APIs (Application Programming Interface). Trata-se de um conjunto de rotinas e padrões de programação para acesso aos sistemas web. A ideia é criar uma interface automatizada de manutenção e evolução dos softwares de uma empresa.

Análise de negócios

As demandas de analytics são essenciais para a continuidade de qualquer tipo de negócio. Por isso, é preciso criar indicadores de gestão consistentes que retratem, por meio de números, métricas e índices, a realidade da sua empresa.

As ferramentas PaaS podem ajudar nesse processo, uma vez que coletam:

  • estatísticas do ambiente de programação;
  • sintaxe dos códigos-fontes;
  • logs de acesso às bases de dados;
  • problemas no runtime das aplicações.

A interação entre times de desenvolvimento, documentação e testes é vital para a infraestrutura de TIC da sua empresa. Trata-se de um processo integrado e com possibilidades de automação pelos sistemas PaaS. Desse modo, ganha-se mais rastreabilidade, autonomia técnica e previsibilidade na criação e na manutenção de novos aplicativos.

Gerenciamento de comunicações

Os sistemas informatizados são um conjunto de programas, hardwares, bases de dados, módulos e atores que trocam informações entre si, sendo que esse conceito remete às transações entre as partes interessadas.

Diante desse cenário, é preciso gerenciar a comunicação entre todos esses elementos e possíveis problemas e dificuldades. Trata-se de uma demanda complexa para ser executada manualmente. Com isso, as aplicações PaaS podem ser um facilitador desse processo.

O objetivo do PaaS é gerar transparência e automação para os usuários dos sistemas informatizados. A ideia é isolar os problemas técnicos de comunicação dos dados nas partes mais internas dos softwares. Assim, gera-se mais tempo livre para que os gestores se concentrem nas demandas mais prioritárias do negócio.

Gestão de dados mestres

É a tradução do termo Master Data Management (MDM). O intuito é gerir processos, políticas, ações de governança, padrões e ferramentas que manipulem as informações mais críticas do seu negócio. Desse modo, cria-se um ponto único de acesso a esses dados. Os sistemas PaaS podem facilitar bastante a execução dessa demanda.

Os dados são um ativo-chave para a tomada de decisões por parte da alta administração. Assim, é preciso contar com uma arquitetura de TIC consistente e disponível. Diante desse cenário, entender um pouco mais sobre o funcionamento dos data centers, as ondas da Cloud Computing e as tendências da nuvem híbrida pode ser um diferencial competitivo para o seu negócio.

Microsserviços

Esse conceito de programação faz muito sentido quando se fala em sistemas IaaS, PaaS e SaaS. Os microservices são vários miniprogramas com funções específicas nos ambientes de desenvolvimento de softwares. Com isso, é possível segmentar melhor os sistemas informatizados da sua empresa. Essa integração facilita bastante o trabalho dos programadores e das equipes de testes.

Na abordagem microsserviços, cada componente de software é um serviço standalone. Dessa forma, consegue-se fazer deploys builds das aplicações sem comprometer o funcionamento e a estabilidade do sistema informatizado principal. Vale lembrar que PaaS e SOA são conceitos diferentes e que têm propósitos específicos.

Em outras palavras, ao adotar uma plataforma como serviço (PaaS), todo o arcabouço tecnológico necessário internamente deixa de ser uma preocupação. E a empresa só paga pelos serviços que utilizar, conforme os valores combinados previamente com o provedor durante o acordo de nível de serviço. Cabe frisar que a tecnologia é uma facilitadora de tarefas e isso exige processos de negócio amadurecidos e estáveis.

Sua empresa já está aproveitando todas as potencialidades da Cloud Computing? Você já conta com uma plataforma na nuvem (PaaS)? Se não, pretende começar agora? Então entre em contato com a equipe do Cronapp e veja como podemos ajudar.

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