A metodologia Lean Startup foi proposta pela primeira vez em 2008 por Eric Ries, ao usar suas experiências pessoais adaptando os princípios de gerenciamento lean às startups de alta tecnologia. O reconhecimento da estratégia veio, principalmente, devido ao sucesso de vendas do livro “The Lean Startup” publicado em setembro de 2011.

Na época, a Amazon.com listou a obra como um dos melhores livros de negócios a venda no site, e em junho de 2012 já tinha atingido a marca de 90 mil exemplares vendidos. Ainda não sabe o que é Lean Startup? Continue lendo e descubra tudo sobre o assunto.

Origens do Lean Startup

Eric Ries, disse em seu livro que a sua primeira empresa falhou porque ele e seus sócios não haviam entendido bem as necessidades e desejos do público-alvo, e também porque concentraram muito tempo e dinheiro no lançamento de um produto inicial.

Em 2003, já na empresa There, Eric Ries atuou como engenheiro sênior de softwares, lançando o seu novo produto chamado There.com. Mas também não obteve muito sucesso. Ele afirma que, apesar das falhas, o que mais impactou no fracasso foi a visão da empresa, que era inflexível, tornando impossível descobrir se o produto era alinhado com as necessidades e desejos do público consumidor.

Diante desses casos de insucesso, Eric Ries disse que aprendeu muito e descobriu que todos compartilhavam algo semelhante: estava trabalhando focado nos meios e não nos fins.

Conceito de Lean Startup

A metodologia Lean Startup baseia-se na produção enxuta, um processo de desenvolvimento e fabricação simplificado, combinando princípios de produção em massa usado por Henry Ford com os métodos de TWI — Training Within Industry — introduzidos no Japão em 1951.

O sistema de fabricação enxuta considera como desperdício de recursos qualquer despesa que tenha como objetivo além da criação de valor para o cliente final e busca continuamente maneiras de eliminá-los. Em particular, o sistema se concentra em minimizar o estoque e acelerar o ciclo de desenvolvimento, testes, validações e lançamentos de novos produtos e serviços.

Além disso, os pontos de controle de qualidade são capazes de identificar rapidamente os erros e imperfeições durante a produção, garantindo que o menor tempo possível seja gasto desenvolvendo um produto defeituoso. Outro foco primário do sistema de produção enxuto é manter conexões estreitas com fornecedores para entender bem os desejos e necessidades dos clientes.

Após mais de 15 anos de experimentos, combinando essas metodologias, Eric Ries conseguiu montar um sistema estável e reprodutível com o Lean Startup.

Pilares da metodologia Lean Startup

Tanto no blog quanto no livro, Eric Ries usa termos específicos para se referir aos princípios básicos do Lean Startup. Conheças os principais:

Minimum Viable Product (MVP)

Trata-se de um produto mínimo viável. É a versão inicial de um produto ou serviço que permite a empresa coletar o máximo de informações possível acerca do cliente e sua interação com o que foi lançado. O intuito é gerar aprendizados no processo. Essa metodologia é similar a um projeto piloto. A ideia é testar hipóteses e ajudar os empresários a iniciar o processo de aprendizagem o mais rápido possível.

Eric Ries cita um exemplo dessa metodologia sendo colocada em prática pela empresa Zappos, fundada por Nick Swinmurn, que queria testar uma hipótese onde acredita que as pessoas estavam dispostas a comprarem sapatos online.

Em vez de abrir logo um site, Nick Swinmurn tirou fotos do estoque das lojas locais e postou na internet. Toda vez que fazia uma venda, ele comprava o calçado na loja onde tinha estoque e enviava diretamente ao cliente. A medida que a demanda aumentava, Nick Swinmurn deduziu que havia sim uma oportunidade ali, validando a sua ideia.

Mais tarde, já com uma loja virtual profissional, a Zappos tornou-se um negócio de bilhões de dólares com base no modelo de venda de sapatos pela internet.

Pivot

Um pivô é uma correção de curso estruturada e projetada para testar uma nova hipótese sobre um produto, serviço, estratégia etc. Um exemplo notável de uma empresa que emprega o pivô é o Groupon.

Quando a empresa começou, era apenas uma plataforma de mídia social projetada para reunir grupos de pessoas para resolver problemas, chamada The Point. Depois de não ter recebido tanta atenção do público, os fundadores mudaram a estratégia. Montaram um blog e começaram a oferecer cupons de desconto para uma pizzaria do próprio prédio onde morava.

Embora eles tenham recebido apenas 20 resgates inicialmente, perceberam que a ideia era significativa, e descobriram uma forma de coordenar ações em grupo com sucesso. Três anos depois, o Groupon se tornou um negócio de bilhões de dólares.

Build – Measure – Learn

O Build – Measure – Learn (produzir – medir – aprender) enfatiza a velocidade como um ingrediente crítico para o desenvolvimento de produtos e serviços. Ou seja: a eficácia de uma equipe ou empresa é determinada pela sua capacidade de idealizar e criar um produto mínimo viável, medir sua eficácia no mercado e aprender o máximo com essa experiência. Tudo em um ciclo bem acelerado.

Para esclarecer ainda mais, trata-se de um ciclo de aprendizagem utilizado para transformar ideias em produtos e serviços, analisar a reação e comportamento das pessoas diante deles e decidir se a ideia será validada ou não. Este processo pode ser repetido quantas vezes for necessário, constituindo um ciclo que permite as equipes descobrirem um caminho viável para o ajuste do produto ao mercado e uma forma de continuar otimizando e refinando o modelo de negócios validado.

Como aderir ao movimento Lean Startup

Não tenha medo de errar

O ideal é que, antes de aderir ao movimento Lean Startup, os idealizadores entendam bem a metodologia, pois ela envolve a técnica de aperfeiçoamento por meio de erros. Ou seja: errar é a base para se alcançar o sucesso, uma vez que as ideias não frutíferas podem ser descartadas por meio de testes.

A ideia é: quanto antes errar, mais rápido chegará ao sucesso. Se considerar o aprendizado no processo, todo o risco envolvido vale a pena, desde que seja controlado e limitado. Resumindo, é preciso ter coragem e ousadia.

Foque no básico

Seja rápido. Ao ter uma ideia, teste-a e avalie logo se ela é promissora ou não. Para isso, deve-se levar muita a sério as técnicas de MVP, Pivot e Build – Measure – Learn discutidas anteriormente. O objetivo não é ser perfeito agora, mas apenas testar a ideia na prática e, se for validada, ir agregando mais funcionalidades e analisando se o mercado está aprovando o que está sendo entregue.

Caso o público não goste, ficará mais difícil mudar alguma coisa se entregar um produto ou serviço completo e concluído.

Agora que você sabe o que é Lean Startup, pode colocar a metodologia em prática no negócio e acelerar o ciclo de desenvolvimento dele.

Achou interessante? Então, compartilhe essa ideia agora mesmo com os seus amigos nas redes sociais e torne-se influente entre eles!


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