As formas de gerir setores de TI e oferecer infraestrutura para as empresas e soluções para o público vêm mudando tanto nos últimos anos que toda hora parece surgir um novo termo sobre o qual é necessário se atualizar.

Mas, o caso que trataremos é diferente! Os microsserviços não são uma tendência passageira ou buzzword do mercado. São uma nova arquitetura para desenvolvimento de aplicações que está dando um gás para que TIs pelo mundo otimizem seu trabalho e sua relação com sistemas corporativos.

Você quer entender melhor o que é isso e se preparar para sair na frente dos concorrentes? Então, vamos falar tudo o que precisa saber para começar. Acompanhe!

Como a arquitetura de microsserviços vem mudando a forma de desenvolver e utilizar tecnologia?

Toda empresa, por menor que seja, precisa atualmente de uma série de aplicações e serviços para ser funcional e competitiva: ferramentas de produção, sistemas de monitoramento, sistemas de gestão, funcionalidades de colaboração e comunicação etc.

Até pouco tempo, a única forma de padronizar, integrar e centralizar estes aspectos era por meio de grandes softwares.

Mas, recentemente, muitos profissionais de TI voltaram seus olhos para o que podem fazer no quesito otimização para estes casos. Será que uma empresa precisa mesmo de grandes softwares para realizar funções pequenas e pontuais?

Um exemplo rápido: imagine que você necessite de uma checagem ortográfica de um texto. Por que abrir um software completo de edição como o Word se você precisa apenas de uma de suas ferramentas?

Foi deste tipo de pensamento que surgiu a arquitetura de microsserviços. A ideia é quebrar grandes softwares em pequenas aplicações que automatizam processos pontuais, mas conversam entre si. É descentralizar a gestão pela TI para agilizar processos em toda a empresa.

Como funciona a arquitetura de microsserviços?

A ideia principal por trás do conceito de microsserviços é transformar aplicações completas e generalistas em suítes de pequenos serviços, que podem ser acionados e utilizados individualmente.

Isso pode ser feito principalmente para utilização interna de operação, para a entrega das ferramentas que a TI pode disponibilizar a outros departamentos.

Mas, neste sentido, os microsserviços só representam um ganho real de otimização e produtividade quando são integrados a algum tipo de gestão inteligente — a “cabeça” da suíte. Devem ser flexíveis e replicáveis seguindo uma lógica, geralmente com uma API e recursos de HTTP.

Portanto, quando aliados a um sistema voltado para a nuvem e ao uso destas ferramentas como aplicações mobile, facilitam o controle realizado pela equipe de TI e transformam a operação dentro da empresa.

Vantagens para a empresa

Mas, o que significa esta transformação? Vamos listar alguns benefícios que fazem dos microsserviços mais do que uma tendência, uma visão de futuro para o mundo corporativo. Veja!

Descentralização do desenvolvimento

A natureza plural dos microsserviços permite que a TI tenha mais capacidade de ajuste e adaptação a todos os processos de operação, podendo otimizar funcionalidades, ferramentas e fluxos produtivos em suas questões mais pontuais.

É muito difícil fazer grandes alterações e entregá-las dentro de softwares mais complexos, mas são ações rápidas e simples nos pequenos serviços.

Desenvolvimento com mais de uma linguagem

Outro grande ponto dos microsserviços, que facilita muito o trabalho da TI, é a viabilização do uso de várias linguagens diferentes para cada uma de suas necessidades na entrega de software.

Em uma aplicação generalista, tudo tem que ser nivelado por uma escolha de método de desenvolvimento. Isso faz com que algumas de suas funcionalidades não tenham todo seu potencial explorado pela falta de meios para desenvolvimento. Esta nova arquitetura resolve tal dilema.

Escalabilidade do sistema

Outra vantagem interessante de se notar é que os microsserviços não são limitados como ferramentas em um software. Você pode desenvolver quantas precisar para implementar em seu sistema.

Isso torna a TI e toda a empresa mais escalável. Qualquer nova demanda ou oportunidade pode ser rapidamente alcançada com a implementação de uma nova funcionalidade — ou adaptação das que já existem.

Quando você une escalabilidade, flexibilidade e liberdade para o desenvolvimento de TI, sua equipe ganha um poder ainda maior para lidar com os novos desafios do mercado. Principalmente, o de tornar estratégias tecnológicas caminhos para o futuro do negócio.

Como implantar os microsserviços?

Para terminar, queremos inspirar o seu caminho pela implantação de microsserviços. Veja algumas dicas úteis relacionadas a esta nova estratégia tecnológica!

O planejamento

Um levantamento de demandas e necessidades deve encabeçar um planejamento para a implantação dos microsserviços. O que é prioritário dentre os softwares do seu sistema? Quais serviços dentro deles que otimizariam a produtividade e a gestão se fossem separados?

Mas, principalmente, o seu foco deve estar em como controlar estes ativos no dia a dia. Ter mecanismos de monitoramento e coleta padronizada e automatizada de dados é algo fundamental para o sucesso dos microsserviços. Apostar em APIs, nuvem, web e mobile pode ser a resposta.

A execução

Dependendo de como estes serviços serão implantados, a execução terá grande impacto na rotina de toda a empresa. É por isso que se recomenda tratar a transição por partes, dos serviços que menos afetam o sistema para os mais importantes.

Mantenha uma boa comunicação com os outros departamentos e, se necessário, aponte à diretoria a relevância de investir em treinamentos.

Para completar, nunca passe para o próximo microsserviço sem ter certeza que o atual foi implementado com sucesso, sem erros e sem dúvidas.

Os cuidados

Mesmo sendo uma arquitetura fantástica para os novos tempos de transformação digital, existem alguns desafios nesta estratégia.

Vamos destacar aqui os dois mais importantes: primeiro, o gestor de TI precisa de um sistema, metodologia ou protocolo para lidar com todos estes serviços como se fossem um só. A flexibilidade é uma vantagem, mas apenas quando há controle garantido da coleta, utilização e análise de dados.

Segundo, é preciso entender bem em que aplicar os microsserviços e utilizar plataformas que facilitem este desenvolvimento.

Se for em mobile, por exemplo, a criação da aplicação com apoio de metodologias ágeis e estruturação de produtividade pode fazer muita diferença no retorno trazido pelo esforço aplicado.

Podemos utilizar os próprios diferencias do Cronapp para exemplificar como isso é possível. Nossa plataforma oferece um ambiente para desenvolvimento de aplicações sem que a TI precise se preocupar com provisionamento de infraestrutura, criação de banco de dados ou configurações de servidores.

Com codificação personalizada, ferramentas para otimização do desenvolvimento (Low-Code) e trabalho intuitivo, sua equipe consegue se adaptar e flexibilizar processos com mais eficiência, tornando a gestão de microsserviços tão simples como se fosse um projeto só.

E não é este, afinal, o objetivo maior da sua gestão? Uma empresa otimizada hoje, com a utilização de microsserviços, consegue atender melhor seus clientes gastando menos e em menos tempo. É o tipo de benefício que só uma TI estratégica pode trazer para o negócio.

Você gostou deste post? Se o conteúdo tiver sido útil para você, não deixe de compartilhá-lo em suas redes sociais!

Categorias: Artigos

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *