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Atualizado em 28 de setembro de 2021 por

Empresas no mundo inteiro estão fazendo investimentos massivos em segurança da informação. Em um cenário caracterizado pela transformação digital, as companhias entenderam a necessidade de proteger os seus dados de invasores, visto não só o prejuízo financeiro, mas também em termos de reputação da marca no mercado.

O Ethical Hacking tornou-se extremamente demandado pelas empresas. Isso porque o seu papel está diretamente ligado, por exemplo, às simulações referentes a ataques de invasores, de modo a identificar as brechas de segurança na infraestrutura de TI ​em uma companhia. Para saber mais sobre a importância do Ethical Hacking e como se tornar esse profissional, continue a leitura deste conteúdo até o final.

O que é Ethical Hacking?

Ethical Hacking é um profissional responsável por identificar falhas de segurança em sistemas e na rede de uma empresa. Seus conhecimentos permitem, por exemplo, verificar todos os detalhes de implementação de um software, de modo a saber se ali existe ou não o risco de invasão por parte de um cibercriminoso.

É possível inferir com essa definição que um Ethical Hacking faz exatamente a mesma coisa que um indivíduo malicioso. É justamente por isso que uma das principais características do profissional da área é sua honestidade e respeito às regras da empresa à qual está prestando serviço.

Qual a importância do profissional de Ethical Hacking?

No primeiro semestre de 2021, a quantidade de ataques cibernéticos nas empresas cresceu 220% no Brasil. O dado aponta uma correlação com o trabalho remoto implementado em virtude do isolamento social, em vigor há quase dois anos. Conforme aumentou o número de acessos a informações de forma remota, isso tornou os sistemas mais vulneráveis, principalmente com o chamado ransomware. Esse é um ataque que se tornou bastante comum, sequestrando ou bloqueando dados e exigindo um valor para o resgate.

Com base no cenário que citamos, é indispensável que as empresas tenham um profissional com conhecimentos em redes e sistemas operacionais. Quem atua com Ethical Hacking, portanto, analisa com profundidade todas as brechas existentes na infraestrutura de TI em uma empresa.

O escopo de atuação desse profissional também engloba conhecimentos relacionados à criptografia, um mecanismo que precisa ser modificado constantemente, de modo a aumentar o esforço computacional dos cibercriminosos na hora de interceptar dados empresariais.

Como atua um profissional de Ethical Hacking?

Uma das maneiras mais conhecidas de como atua o profissional de Ethical Hacking é o Pentest. Também conhecido por teste de penetração, o objetivo do procedimento é fazer simulações de ataques a redes e servidores que poderiam ser realizados por cibercriminosos. Caso alguma vulnerabilidade seja encontrada, o profissional de Ethical Hacking pode enviar um relatório ao setor de TI ou ele mesmo pode propor soluções de mitigação.

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Outra forma de atuação desse profissional é com desenvolvimento de aplicações e Bug Bounty. Em relação ao primeiro, é possível atuar por meio da criação de funcionalidades capazes de reforçar a proteção de um sistema. Já o Bug Bounty consiste em identificar erros de segurança da informação e ser remunerado em função disso. Vale destacar que esta é uma atividade autônoma, indicando que o profissional pode trabalhar para mais de uma empresa ao mesmo tempo.

Qual a diferença entre Ethical Hacking e Malware Hacking?

Ao contrário do Ethical Hacking, o Malware Hacking realiza acessos aos sistemas, servidores e redes de uma empresa de forma não autorizada. Além disso, ele preza pelo menor esforço, procurando aquelas portas mais vulneráveis, como é o caso do Telnet, dado que o canal para a comunicação entre as partes não é criptografado.

Como se tornar um hacker ético?

Embora seja intuitivo, a honestidade é uma das características primordiais de um profissional de Ethical Hacking. Na prática, o compromisso firmado com a empresa deve ser somente o de acessar a rede, sistemas e servidores de forma estritamente autorizada. A seguir falaremos de outras características necessárias para o melhor exercício dessa área.

Aprender continuamente

Em geral, profissionais de TI precisam estudar e se atualizar constantemente. A transformação digital está tão avançada de um jeito que a menor negligência pode tornar o profissional de tecnologia atrasado e obsoleto. Em relação à segurança da informação isso não é diferente, dado que indivíduos maliciosos estão praticamente o tempo todo desenvolvendo e implementando diversas aplicações, com o objetivo de invadir sistemas e sequestrar dados.

Além disso, o profissional deve sentir apreço por se desenvolver em Ethical Hacking, por meio da leitura de livros e documentação de API. Também é importante consultar com frequência os artigos publicados em blogs especializados ou trabalhos desenvolvidos no meio acadêmico. Não se trata aqui de estudar assuntos teóricos, mas muitas informações relevantes sobre sistemas e vulnerabilidades podem ser identificadas pela leitura desses materiais, tendo, portanto, um forte caráter prático.

Ter curiosidade e perseverança

A curiosidade é uma característica diretamente atrelada ao estudo contínuo. Isso porque, à medida que se lê os livros da área e documentação de API, por exemplo, o profissional deve estar ciente que novos desafios e problemas surgem constantemente em segurança de dados. Portanto, o estudo contínuo deve gerar curiosidade, de modo que esta torne o profissional criativo na resolução dos problemas de vulnerabilidades e ameaças de TI nas empresas.

Não se aprende Ethical Hacking da noite para o dia. Além disso, os problemas relacionados com segurança da informação contam com diferentes níveis de complexidade, o que exige paciência e perseverança por parte do profissional. Momentos de desmotivação devem ser contornados por quem deseja atuar e se destacar nessa área.

Quais os cursos indicados para trabalhar com Ethical Hacking?

Para trabalhar com Ethical Hacking não é obrigatório ter nível superior, embora seja desejável. Existem algumas certificações da área que podem ser feitas, sendo que algumas das principais delas são:

  • Certificado de Hacker Ético (CEH): o curso abrange tópicos como nuvem, rede sem fio e malware. É uma das certificações mais populares e antigas de Ethical Hacking;
  • SANS ( SysAdmin, Networking e Security): é uma certificação com bastante respaldo e indicada para quem deseja trabalhar com Pentest, por exemplo;
  • OSCP (Offensive Security Certified Professional): curso que utiliza o Kali Linux para as práticas de Pentest.

O Ethical Hacking, como vimos, tem por objetivo identificar e mitigar o risco de uma empresa ter seus sistemas invadidos e seus dados sequestrados. Na hora de escolher um curso da área, é fundamental verificar se na grade existem tópicos relacionados, por exemplo, com gestão de riscos, criptografia e direito. Este último, vale salientar, deve estar atualizado em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.

Agora que você entendeu a importância e o porquê do Ethical Hacking ser tão procurado pelas empresas, não saia do nosso blog sem antes compartilhar este conteúdo nas redes sociais!

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