A forma tradicional de lidar com softwares, licenças e armazenamento tem se tornado insuficiente para atender às demandas das empresas. Quando o negócio chega em um certo nível, o uso de hardwares e servidores físicos passa a ter um custo proibitivo. Não obstante, é preciso pensar em uma solução que resguarde todos os dados corporativos.

Dado o contexto, uma vez que as aplicações passam a rodar na nuvem, esses problemas podem ser mitigados. No entanto, é sempre válido salientar que o mais importante é estudar qual a solução mais adequada: on-premise ou nuvem. Neste artigo, mostraremos as características de ambas as opções de modo a esclarecer melhor as diferenças entre elas.

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On-premise e nuvem: quais as diferenças?

Nos subtópicos seguintes, serão abordados cinco aspectos que diferenciam as duas abordagens:

  1. investimento;
  2. infraestrutura;
  3. custos;
  4. segurança;
  5. disponibilidade.

Investimento

É preciso fazer um estudo detalhado sobre qual das duas soluções tem o maior custo-benefício no longo prazo. O ideal é tomar por base um período de três a cinco anos.

A abordagem on-premise requer um custo inicial elevado com servidores, dispositivos de hardware e sistema operacional. Além disso, é preciso reservar um local dentro da empresa para a instalação de todos os equipamentos adquiridos. Também torna-se necessário levar em consideração:

  • custo com profissionais de TI;
  • custo com rotinas de suporte;
  • atualização de softwares, antivírus e sistemas operacionais.

Em contrapartida, soluções baseadas em nuvem dispensam esse grande aporte inicial, uma vez que a contratante paga uma mensalidade à contratada. Em vez de servidores físicos que ocupam espaço dentro da companhia, são utilizados servidores virtuais, com capacidade de aumentar ou diminuir a demanda por recursos e armazenamento.

Infraestrutura

A infraestrutura on-premise requer ainda o uso de ar-condicionado, no intuito de controlar a temperatura na sala onde ficam os servidores. Nesse sentido, é preciso gerenciar a parte elétrica, por meio de nobreaks, para mitigar o risco de picos energéticos e lançar mão de uma rotina de backup.

Já servidores em nuvem não requerem esse tipo de infraestrutura. Todos os dispositivos periféricos ficam fora da empresa, ou seja, sob a administração da empresa contratada. Dessa forma, a equipe de TI da contratante tende a se tornar mais produtiva, já que pode dedicar mais tempo a outras atividades da sua competência.

Custos

Em soluções on-premise, os servidores demandam constantes atualizações e manutenções, ou seja, existem muitos custos envolvidos, além do gasto inicial com aquisição dos equipamentos de hardware e software. Com isso, os profissionais de TI tendem a ficar sobrecarregados, o que os impede de desempenhar tarefas relacionadas ao atendimento dos colaboradores da companhia.

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Já com relação às aplicações em nuvem, os custos podem ser minimizados, pois, em virtude da maior flexibilidade dos servidores virtuais, a contratante só paga por aquilo que usar. Outro fator que contribui para a redução de gastos é relacionado às rotinas de backup e atualização dos dados corporativos, que podem ser automatizadas.

Segurança

Servidores físicos também são passíveis de problemas relacionados à segurança. De acordo com o Gartner, muitos desses problemas são oriundos da inadvertência da própria equipe de TI ou dos demais profissionais da organização. Se não for devidamente orientado, um colaborador pode negligenciar a hora de pedir ao suporte que atualize um software ou a licença dele, por exemplo.

Além disso, a imprudência no momento de acessar e-mails de procedência duvidosa pode abrir espaço para a ação de cibercriminosos. Com servidores virtuais, o suporte interno da empresa terá mais tempo para formar os demais acerca desses riscos. Uma vez que são mais especializados, os profissionais de TI externos ficarão responsáveis por resguardar todos os dados, no intuito de evitar o risco de extravio ou perda de informações importantes do negócio.

Disponibilidade

As aplicações em nuvem tendem a ser mais disponíveis e flexíveis. Quando um servidor on-premise precisa de mais armazenamento, isso pode levar dias. Já com os servidores virtuais, isso não acontece. Em outras palavras, os cloud servers são mais escaláveis.

Por meio de um SLA (Service Level Agreement), ou acordo de nível de serviços, a empresa contratada comunica à contratante sobre a disponibilidade mínima dos servidores em nuvem. Desse modo, a companhia não ficará desprovida do serviço — como aconteceria na abordagem on-premise — caso fosse preciso adicionar mais equipamentos de infraestrutura.

Em que situações uma ou outra é a mais indicada?

Se a empresa lida com dados sensíveis, tem uma grande quantidade de colaboradores que viajam frequentemente ou precisa lidar com picos sazonais de demanda, a solução em nuvem é a mais adequada. É importante salientar que as aplicações que rodam em clouds podem ser acessadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.

Agora, se a companhia deseja softwares customizados e não lida com as questões que foram citadas há pouco, apesar dos custos envolvidos, a solução on-premise é a melhor. Também convém ressaltar o controle de informações, que é maior em aplicações on-premise. Existem gestores que preferem lidar com os dados do negócio em vez de delegar a administração deles para uma empresa externa.

Como o Cronapp pode ajudar você?

O Cronapp é um ambiente de desenvolvimento que roda tanto no modo on-premise como em nuvem.

Se a companhia tem muitos desenvolvedores que trabalham internamente, a versão on-premise é a mais recomendada. Isso porque oferece a possibilidade de desenvolver, ao mesmo tempo, programas nos modos low-code (programação visual por blocos) e high code (usando alguma linguagem como Java ou Python). Assim, projetos como aplicações web e mobile ganham maior agilidade na hora de serem executados.

Os custos para adquirir servidores físicos, softwares e equipamentos de hardware muitas vezes é proibitivo. Por isso, em várias situações, as soluções em nuvem são mais recomendadas do que as on-premise. Mesmo que a segurança dos dados fique sob o controle de uma empresa externa, esta conta com profissionais capacitados, que constantemente trabalham para resguardar todas as informações do negócio.

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