Já faz várias décadas que a ideia de misturar o mundo virtual e o real existe. Seja em filmes, animação, jogos ou mesmo no desenvolvimento de novas ferramentas, muitas pessoas tentam aproximar ainda mais sua experiência digital da realidade, até o ponto em que as duas são inconfundíveis. E um dos passos mais recentes dados nessa direção é a criação do metaverso.

Você provavelmente já ouviu o nome em algum lugar recentemente, mas entender o conceito é um pouco mais difícil. O setor de tecnologia será um dos mais impactados por esse novo espaço, sendo importante compreender essas mudanças e se adaptar a elas.

Para te ajudar com isso, vamos falar um pouco mais sobre o que é o metaverso e quais devem ser seus efeitos no mercado e no setor de tecnologia da informação. Acompanhe.

O que é o metaverso?

Essencialmente, ele é o passo seguinte da rede social Facebook. Tanto que a empresa teve seu nome mudado para “Meta”. Trata-se de um ambiente de realidade virtual que tenta proporcionar o máximo de imersão para o usuário. A melhor forma de visualizar isso é em obras de ficção como Matrix e Jogador Nº1.

Dentro desse mundo, o usuário possui um avatar, o qual é usado para interagir com outros usuários, com avatares controlados por Inteligência Artificial e com o mundo em si. Graças ao avanço na tecnologia, já é possível misturar sons, imagem, cheiros e mais como parte da experiência.

Alguns dos aspectos fundamentais do metaverso estão a seguir.

Realidade virtual e realidade aumentada

Realidade Aumentada é a mistura de elementos virtuais e reais no mesmo ambiente. Por exemplo, no jogo Pokémon Go, você manipula uma câmera física para encontrar um objeto virtual (o Pokémon) e capturá-lo. É algo similar, mas com outras formas de interação.

Mundo persistente

A ideia é que o metaverso exista de forma ininterrupta. Ou seja, ele continua funcionando por tempo indeterminado, sem ser desligado ou reiniciado, como uma segunda realidade.

Sincronizado e ao vivo

Todas as interações dentro desse ambiente ocorrem em tempo real. Mesmo que algumas experiências possuam sua própria agenda, todos os objetos continuam seguindo seus comportamentos esperados.

Sem limite de usuários

O objetivo final é que o metaverso possa abarcar um número funcionamento infinito de usuários. Sem nunca ter que bloquear o acesso de uma pessoa devido à superlotação.

Economia funcional

Outra função do metaverso e servir como um marketplace e como ambiente de trabalho funcional. Nele, já é possível negociar bem e serviços com empresa e com pessoas físicas, formando um mercado próprio.

O conceito em si já existia, mas sua execução está em sua infância. Ainda deve levar algum tempo até que um número mais significativo de pessoas migre para o metaverso, tanto pelas limitações de acesso à tecnologia quanto pelo desenvolvimento do ambiente. Só com o tempo e interação entre agentes que ele se desenvolverá em um espaço mais convidativo para usuários comuns.

Como ele deve impactar o setor de tecnologia?

Apesar de novo, o metaverso já proporcionou várias oportunidades de mudança para usuários e para empresas. Com o tempo, a expectativa é de que mais pessoas se juntem a ele, tornando todas essas mudanças mais evidentes.

Veja aqui alguns dos principais impactos esperados:

Mudanças na demanda por hardware e software

Com novas tecnologias, também é necessário adaptar a forma como os programas são desenvolvidos e como as máquinas são construídas. A demanda por processadores de determinado tipo ou o uso de certas linguagens de programação também devem acompanhar essas exigências, de modo que os produtos se mantenham relevantes a longo prazo.

Com o metaverso, a expectativa é que mais pessoas busquem o hardware necessário para viabilizar essas interações de realidade aumentada, o que pode incluir óculos de realidade virtual, aparelhos que incluem odor ou toque, entre outras coisas. Da mesma forma, o processo de desenvolvimento de softwares terá que levar em conta esses fatores e as expectativas do público com as novas tecnologias.

Novas formas de pensar a experiência do usuário

Com novos recursos em vista, também é comum que as demandas do público também se alterem de acordo. Com o tempo, a experiência de usuário proporcionada pelo metaverso deve agregar mais recursos, principalmente na forma como o consumidor interage com diferentes produtos e recursos no dia a dia.

O resultado final disso é que as empresas também terão que se adaptar a essas demandas. Todas as ferramentas digitais, tanto usadas internamente nas empresas quanto aplicativos disponíveis para o público, devem incluir um design voltado para esse tipo de experiência digital.

Influência na forma como as empresas trabalham

Um dos primeiros objetivos desse novo ambiente é viabilizar a negociação de produtos e serviços de uma forma mais profunda. Fazendo uso de várias tecnologias atuais, já é possível criar um escritório completamente virtual que tenha todas as funções de um espaço físico, onde é possível receber clientes e fazer reuniões.

Isso vai levar à formação de novas estruturas empresariais, afetando a relação com o cliente, com outros negócios e também seu funcionamento interno. Algo que vai modificar também o tipo de conhecimento e expertise necessários para exercer as funções esperadas no dia a dia e entregar mais valor ao cliente final.

Escassez em um espaço digital

Você provavelmente já ouviu falar dos Non-Fungeble Tokens, ou NFTs. Em resumo, são marcadores digitais que podem ser traçados até a origem do arquivo e comprovam sua autenticidade. É parte da tecnologia de blockchain, que pode ser usada para confirmar a genuinidade de documentos, por exemplo.

Porém, a mesma tecnologia também tem sido usada para criar produtos digitais escassos, já que uma cópia pode ser considerada única. Esse tipo de prática dá uma autenticidade diferente aos produtos comprados online, sejam eles softwares, peças de arte ou outros tipos.

Com o tempo, a expectativa é que o metaverso continue refinando sua experiência e sua tecnologia. E o setor de tecnologia deve ser um dos primeiros a sentir seus principais impactos na economia e no comportamento do público.

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