Softwares nascem, são corrigidos e morrem. Os processos que ocorrem entre esses pontos têm um nome próprio: o ciclo de vida do software.

Conhecer como o ciclo de vida de uma aplicação pode ser estruturado, assim como os benefícios de ter uma política para gerenciar cada etapa, é crucial. Afinal, isso garante ao gestor mais habilidade para tomar decisões de qualidade, evitar riscos e orientar as equipes de desenvolvedores para que elas trabalhem com alta performance. Desse modo, o sucesso obtido com o investimento no aplicativo será sempre elevado.

Quer saber mais sobre o que é o ciclo de desenvolvimento do sistema e como ele deve ser gerenciado? Confira em nosso post a seguir!

O que é o ciclo de vida de um sistema?

Ciclo de vida do software é o termo utilizado para definir o conjunto de etapas que ocorrem entre a concepção de um sistema e o instante em que ele é descontinuado pelo desenvolvedor. Ele ajuda a orientar a equipe de desenvolvedores, assim como o direcionamento de recursos. Desse modo, os times podem sempre focar no que for mais importante, evitando problemas e garantindo o máximo de satisfação do usuário.

A gestão do ciclo de vida do sistema é importante por permitir ao negócio ter um planejamento inteligente e capaz de identificar quando é a melhor hora de executar cada tarefa que envolve a criação e a manutenção de um sistema. Ou seja, torna o processo de gestão do aplicativo mais robusto e organizado. Assim, o time pode ter maior controle sobre a aplicação e evitar cenários de risco.

Quais são os modelos de ciclo de vida do software?

Conforme o mercado de desenvolvimento de sistemas evoluiu, diferentes modelos de ciclo de desenvolvimento foram criados. Cada um buscava atender a diferentes necessidades, o que exige do gestor um cuidado maior na hora de escolher o seu. Confira, a seguir, os principais modos de manter uma aplicação funcional!

Cascata

Esse é um dos modelos mais antigos do mercado. Ele surgiu na década de 1970 e é utilizado até hoje por várias empresas. As suas etapas principais são:

O modelo de cascata é mais rígido do que outras opções modernas. Ele exige que os gestores iniciem uma etapa apenas após a atual ser completa. Além disso, o término de cada etapa envolve a criação de um documento que lista resultados e deve ser aprovado pelos líderes do projeto.

Em outras palavras, o modelo de cascata tem maior foco no planejamento de etapas e exige uma rigidez maior na hora de executar cada rotina. Assim, os times terão objetivos claros, imutáveis e transparentes. Isso evita retrabalhos e mudanças inesperadas, que possam comprometer os prazos atuais.

Incremental

Esse modelo foi criado na década de 1980. Ele tem um contato contínuo entre os responsáveis pelo projeto e o cliente. Desse modo, é possível maximizar a satisfação e evitar riscos.

No modelo de ciclo de vida incremental a empresa divide os requisitos e funcionalidades em módulos. Cada um deles é, então, avaliado e classificado com um nível de prioridades. Sendo assim, o time pode planejar etapas com foco nos módulos prioritários.

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Ao término de cada etapa, o cliente recebe uma amostra do software com as funcionalidades já criadas. Isso permite que os recursos mais importantes sejam testados rapidamente no ambiente de produção. Ou seja, a empresa terá mais meios para coletar dados sobre o uso da aplicação e o que pode ser feito pra otimizá-la.

As chances de o cliente ter elevado satisfação também são maiores. Afinal, ele poderá entregar um feedback contínuo sobre os recursos e as suas expectativas. Portanto, a empresa pode criar maior alinhamento com o usuário e as suas demandas.

Modelo evolutivo

No modelo evolutivo os requisitos são levantados de modo paralelo à evolução da aplicação. Ele é útil especialmente nos cenários em que as funcionalidades necessárias para a solução não estão definidas corretamente. Assim como no modelo incremental, há uma comunicação direta com o cliente, permitindo que ele aplique feedbacks e auxilie na melhoria dos recursos de modo contínuo.

Sempre que um feedback é entregue, um novo projeto de desenvolvimento se iniciará. Em outras palavras, as mudanças no sistema e as suas atualizações são feitas como a evolução de uma espécie: a cada nova versão do software, melhorias são aplicadas para garantir maior satisfação do usuário.

O maior benefício desse modelo de ciclo de vida é a possibilidade de ter alta satisfação do cliente. Como ele realiza feedbacks contínuos, as chances de um requisito ser entregue de modo inadequado são menores. Assim, o usuário terá em suas mãos uma aplicação que se adapta mais às suas demandas.

Modelo espiral

No modelo espiral, criado em 1988, as fases são tratadas de modo cíclico. A cada iteração (ou “volta” do ciclo), o usuário tem acesso a versões evolucionárias do software. Nele, há menos flexibilidade para lidar com possíveis falhas e bugs.

Por isso, cada etapa demanda maior planejamento. A empresa deve estar atenta para possíveis problemas, testando funcionalidades e avaliando eventuais incompatibilidades. Além disso, é necessário manter o cliente vinculado a cada etapa aplicando feedbacks e orientando mudanças futuras.

A “espiral do ciclo de vida” é dividida em alguns setores, que são:

  • a definição de objetivos, desempenho mínimo e funcionalidades, assim como o escopo da etapa e as suas restrições;
  • a análise de riscos e a prototipagem de funcionalidades;
  • o desenvolvimento e a validação de um modelo de desenvolvimento alinhado com as demandas;
  • a execução de cada demanda;
  • a avaliação dos resultados;
  • o planejamento da próxima etapa.

Como vimos, existem diferentes modelos de ciclo de vida de desenvolvimento de um sistema. Eles são formulados para atender às várias demandas do mercado e, com isso, garantir a satisfação de múltiplos perfis de usuário. Por isso, devem ser tratados como uma ferramenta estratégica.

Ou seja, a empresa deve avaliar continuamente o que envolve o seu projeto de desenvolvimento e, então, escolher um modelo de ciclo de vida do software adequado. Desse modo, ela conseguirá orientar as suas decisões com mais qualidade e maximizar o retorno sobre o investimento realizado.

Gostou dessa dica e quer saber como o apoio especializado pode otimizar as suas rotinas de desenvolvimento? Então fale com a gente!


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